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As percepções são críticas… por isso, têm de ser geridas! Neste blog profissional da XMP, tratamos da Comunicação para o século XXI, que chamamos de: Estratégia dos Alvos.

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10/25/05

OS "BLOGS PESSOAIS" DOS POLÍTICOS

Inovação, Funções, e Técnicas de Uso

ler AQUI

Posted by: JMCS at 16:16 | link | comments

10/24/05

No Courrier International

AS IMAGENS LIBERTAM-SE DA TELEVISÃO!

As tecnologias continuam o seu trabalho de destruição/reconstrução dos modelos de comunicação, como já tinhamos referido aqui e também aqui e ainda aqui e sobretudo é dissecado aqui... Agora, publica o C.I. um interessante dossier sobre as imagens "depois da televisão", quer dizer depois de a televisão como a conhecemos e continuamos ainda a conceber. Vem aí um admirável mundo novo no reino das imagens e os modelos do negócio vão mudar, todos e radicalmente!

En couverture Après la télé : Le triomphe de l'image nomade
L’image nomade, c’est vraiment pour demain
Avec l’avènement d’Internet, des téléphones portables et des consoles de jeux, la télé n’est plus la vedette. Les nouveaux modes de production et de distribution annoncent de profonds bouleversements. La télévision de papa a vécu.
La pub se cherche de nouveaux supports
Avec le développement du numérique, les utilisateurs peuvent désormais décider de ne plus regarder les spots publicitaires. Une évolution à laquelle tentent de répondre les annonceurs.
PRODUITS
Bientôt, vous ne pourrez plus vous en passer !
Trouver une émission sur le Net
Google, Yahoo! et les autres veulent indexer la vidéo comme ils le font pour le texte. Mais cela ne va pas sans poser de problèmes.
Etes-vous prêt pour le foyer numérique ?
Les grands constructeurs d’électronique cherchent à imposer une vision futuriste du divertissement numérique. Leur problème : les consommateurs n’en veulent pas encore.

Posted by: JMCS at 04:32 | link | comments

10/22/05

Explica o guru do marketing, Philip Kotler:

O MARKETING ESTÁ MAL E PRECISA

MUITO

DO "PERCEPTIONS MANAGEMENT"

O guru do marketing Philip Kotler diz - no Diário Económico - que os resultados do marketing  têm desiludido e que é preciso mudar a estratégia, pelo que o futuro do marketing passa por maior aproximação às "relações públicas". Em suma, o que o marketing precisa mesmo é  de Perceptions Management... Era o que nos parecia!

“O marketing tem que mudar”, diz Philip Kotler, um dos maiores gurus do marketing mundial que participou no Fórum Mundial de Marketing e Vendas que decorreu em Lisboa no início da semana. (...)

"Para Philip Kotler, a mudança impõe-se porque tudo o resto que rodeia o marketing também está a mudar. O surgimento de novos meios, o aumento da importância das relações públicas no marketing e a preciosa ajuda que as novas tecnologias podem dar às vendas são as mais importantes tendências que Kotler aponta para o futuro do marketing.

"A sociedade tem mudado muito nos últimos anos. O tempo escasseia e a crise afecta toda a gente. Por isso há menos dinheiro, o que faz com que o consumidor tenha que escolher com mais cuidado em que produtos vai gastar o dinheiro que tem. Além disso como tem menos tempo, vê menos televisão. Esta tem vindo a perder terreno face a outros meios, até porque há cada vez mais canais logo mais hipóteses de escapar à publicidade. Kotler aconselha que as marcas repensem a estratégia de publicitar na televisão e lembra que as campanhas televisivas não fazem crescer posições no mercado, apenas defendem-nas. Consequentemente, os marketers têm que inovar e diversificar nos meios.

"A mudança terá que passar por vários factores: pela mistura da comunicação e pela melhoria dos produtos novos. E para criar produtos melhores com uma taxa de sucesso superior há que incentivar a criatividade.

"O marketing terá que ser melhor na análise financeira, recorrer mais à alta tecnologia e ser mais “holistico”, expandindo o conceito do que é marketing. É também preciso acrescentar mais capacidades a esta área e melhorar a relação com as vendas e melhorar o papel do marketing no planeamento estratégico.

"As relações públicas tornar-se-ão num ponto fundamental no futuro do marketing. E apesar de alguns autores apontarem para a total queda da publicidade e a ascensão das relações públicas, Kotler acredita que um não invalida o outro. Segundo Kotler, ambas as áreas deverão trabalhar em conjunto para obter os melhores resultados. As relações públicas devem suportar o marketing, captando a atenção dos media através da criação de notícias, pois estas são mais credíveis que publicidade. Há muitos exemplos de marcas cujo sucesso se ficou a dever a trabalho de relações públicas. As relações públicas trabalham bem os eventos e criam patrocínios, o que é muito importante quando se constrói uma marca.

Os resultados de marketing têm desiludido

  • Publicidade na TV está a perder influência;
  • A promoção nas vendas está gasta - deixa-se de acreditar na qualidade do produto, compra-se porque é barato;
  • O marketing directo tem fraca resposta - também porque não se tem usado bem;
  • Demasiadas decisões de vendas são feitas com base em números;
  • Maior taxa de produtos novos que falham (80%). "  (Ler o resto Aqui )
  • Em suma, o que o marketing precisa mesmo é  de Perceptions Management... Era o que nos parecia!

    Posted by: JMCS at 05:11 | link | comments

    10/21/05

    DOIS ESTUDOS IMPORTANTÍSSIMOS

    PARA O "PERCEPTIONS MANAGEMENT"

    O Sexo das Webpages

    Une étude anglaise montre que les pages Web ont un sexe

    Et si les pages Web n'étaient pas unisexes ? Si le graphisme, le langage choisi et le mode de navigation étaient des messages subliminaux destinés à établir le sexe auquel ils plairont ? C'est ce que des chercheurs de l'université galloise de Glamorgan tentent de faire entendre grâce à l'étude qu'ils ont menée.  

    Des différences "criantes" selon que le créateur est un homme ou une femme  

    Au départ, l'étude cherchait à établir les différences de design entre les pages créées par des femmes et celles qui avaient été créées par des hommes. "Nous avons commencé nos travaux en étudiant les pages Web personnelles créées par 60 étudiants de l'université, 30 femmes et 30 hommes", explique Gloria Moss, chargée de la recherche. Le constat est décevant puisque "nous nous sommes aperçues qu'elles ne comportaient pas de différences majeures en termes de design". Les chercheurs se sont donc tournés vers des éléments plus précis comme "le langage, les images utilisées, les modes de navigation". Ils tenaient enfin la clef puisque les différences entre les "pages femmes" et les "pages hommes" s'avéraient cette fois "criantes". 

     D'où proviennent ces spécificités ? Les hommes choisissent des lignes droites quand les femmes optent pour des formes plus arrondies. Les hommes préfèrent qu'il y ait peu de couleurs sur le fond d'écran et l'interface. Le langage qu'ils utilisent est formel et expert. Ils ont davantage tendance à vanter leurs mérites et leurs capacités. Les femmes restent plus discrètes. 

    Dis-moi qui tu es et je te dirai qui viendra consulter ta page ! 

    Les chercheurs ont ensuite testé l'appréciation des pages selon le sexe. Les résultats ont été clairs. "Les statistiques sont une matière complexe, mais il n'y a aucun doute sur cette tendance extrêmement claire qui veut que les préférences des hommes et des femmes vont aux sites réalisés par des personnes de leur sexe", explique le docteur Rod Gunn, statisticien et chercheur. 

    Les chercheurs affirment que cette trouvaille doit devenir une préoccupation primordiale pour le créateur du site. Les éléments de la page Web doivent être définis selon le segment des internautes qui est ciblé. 

    En poursuivant l'étude, les chercheurs ont réalisé que 94 % des pages Web analysées avaient une empreinte masculine. Et leur conclusion s'est avérée puisque seulement 7 % des pages avaient été réalisées par des équipes majoritairement voir totalement féminines. "L'absence d'une esthétique féminine au sein des sites Web les rend de fait moins efficaces puisque la moitié au moins la population n'est pas emballée par le site, constate Gloria Moss. 

    Si l'on considère que les internautes se répartissent également entre les deux sexes, cette étude pourrait bien être le vecteur de la parité dans la conception de sites Web ! Si la moitié des internautes sont des femmes, dans un souci d'efficience, la moitié des sites devront être conçus par des femmes. En tout cas, l'université propose un service de conseil aux entreprises qui souhaitent que la création de leur page Web soit en réelle adéquation avec le public ciblé. La parité va loin !  

     

    (Atelier groupe BNP Paribas- 22/10/2005)

    O Sexo e os Motores de Busca

    Comment utilise-t-on les moteurs de recherche ?

    Deux études nous éclairent sur les usages que l'on fait, selon son âge ou selon son sexe, des moteurs de recherche. La première a été menée par Yahoo! Search Marketing en août dernier auprès de... >Suite

    Posted by: JMCS at 19:14 | link | comments

    10/20/05

    "Mário Soares expulso do prime time"

    UM ERRO CLAMOROSO DE... MEDEIROS FERREIRA ! 

    O lamento de Medeiros Ferreira sobre o que chamou de "expulsão de Mário Soares do prime time" é uma coisa que nunca deveria ter acontecido. Mas, tendo acontecido, talvez não seja pior tentar perceber de onde vem esta irracionalidade acusatória da comunicação social (também partilhada por outro soarista, Dias da Cunha, para explicar os maus resultados... do futebol do Sporting!). A comunicação social será o diabo?

    Não, a comunicação social não é, seguramente, o diabo. Mas, nos últimos vinte anos, tornou-se uma indústria com regras próprias e autonomia. E com os seus próprios objectivos. Vejamos um exemplo: se Medeiros Ferreira fizesse este seu lamento há 20 anos o pobre do editor do telejornal da RTP já não dormia nessa noite... Hoje, aposto que José Eduardo Moniz, como qualquer outro director ou editor, não teve qualquer comoção, mesmo se tomou nota. Mas alguém se atrevia a pôr Soares a abrir quando os telespectadores queriam saber do orçamento? E se a concorrência ia, entretanto, directa ao orçamento ou à "gripe das galinhas"? Lá se ia o share do dia... e tudo o que vem e anda com ele! Muito, provavelmente, o anúncio da candidatura de Cavaco vai abrir em directo todos os telejornais... Só não o fará se um pesado imprevisto se abater sobre a actualidade. E fa-lo-à porque existe a percepção de que os telespectadores "querem ouvir o Cavaco" e ninguém arrisca deixar fugir para o canal ao lado a sua audiência.

    Tudo isto é previsível... Como é previsível o custo elevado dos erros na estratégia de comunicação. Há 20 anos, não era preciso pensar "estratégias de comunicação", os governos e os políticos (todos...) "punham notícias" nos jornais e na televisão e, às vezes até ditavam o alinhamento e a organização da primeira página... Era "natural" (achavam eles) pois também assinavam os cheques para sustentar essa imprensa, de um modo ou outro, estatizada. Hoje, as empresas de media têm de ganhar dinheiro para os seus accionistas e para isso têm de apresentar resultados em termos de "share", sem os quais não há receitas de publicidade, nem outras.

    Para evitar erros e lamentos no relacionamento entre instituições ou personalidades e a comunicação social desenvolveu-se todo um know-how específico e surgiram no mercado especialistas em aconselhamento de "comunicação". Nos USA, há vários anos que a sua facturação ultrapassou a das agências de publicidade... Soares que pergunte a Clinton sobre o "batalhão" de assessores seniores de comunicação que foram a sua guarda pretoriana na Casa Branca!

    Nota-se no lamento de Medeiros Ferreira - e isso é o mais preocupante - um desfasamento com o mundo de hoje... Um como não ter dado pela passagem destes últimos 20 anos nem pelas alterações que eles trouxeram! Finalmente, o lamento, em termos de comunicação política, foi um erro porque: chamou a atenção para algo desfavorável ao candidato, mostrou que a coisa correu mal a Soares, demonstrou impotência da parte do(s) queixoso(s) e deu azo a respostas que o acusam de já estar a justificar a derrota... Pior era difícil!

    Posted by: JMCS at 04:37 | link | comments

    10/17/05

    "Russia Today" va promouvoir l’image de la Russie dans le monde
    Créée par l’agence d’information publique Ria Novosti, cette chaîne russe d’information continue émettra en langue anglaise.

    Pour donner naissance à leur chaîne d’info internationale, les Russes ont été plus vite en besogne que les Français. Quatre mois seulement après que le principe en ait été arrêté, Russia Today a commencé, le 15 septembre dernier, sa diffusion en direction des régions russes situées à l’est de Moscou. Avant la fin de l’année, sa couverture devrait comprendre la CEI, l’Europe centrale et occidentale, le Proche-Orient, l’Amérique du Nord, et même à certains pays d’Asie.

    Posted by: JMCS at 01:23 | link | comments

    10/16/05

    Caso Exemplar

    O "TRIUMPH" DE UM SITE DE MODA

    QUE MAIS QUE LINGERIE VENDE SONHOSSiteTriumph1.jpg

    Posted by: JMCS at 18:44 | link | comments

    10/14/05

    CADA VEZ MAIS AS TECNOLOGIAS  ALTERAM A NOSSA PERCEPÇÃO...

    Apple veut bouleverser l'industrie de la vidéo
    Steve Jobs veut refaire dans la vidéo ce qu'il a fait dans la musique. Outre des clips et des films, son nouvel iPod permet en effet de lire des séries télés que l'on achète depuis l'iTunes Music Store. Pour se renforcer dans le foyer, Apple transforme aussi l'iMac en Media Center.

    Posted by: JMCS at 21:39 | link | comments

    10/13/05

    COMO O DIGITAL MUDA

    O PODER MEDIÁTICO...

    Na newsletter "Sentinel" deste mês, um importantíssimo dossier sobre as mutações do poder mediático na era digital:

    - Influence et nouvel environnement médiatique  >
    - Atomisation médiatique  >
    - “En communiquant sur ses valeurs et son éthique, l’entreprise s’est mise en situation d’être évaluée au regard de critères moraux.”  >
    - “Les médias prédominants changent à la fois la société et les règles du pouvoir. ”  >
    - Un récepteur averti…  >
    - “Le pouvoir stratégique des blogs est encore mésestimé par de nombreux décideurs.”  >
    - “L’essor de la radio numérique va modifier le paysage radiophonique français.”  >
    - Rumeurs sur le web : une résistible prolifération ?  >

    E muito mais... Tudo para perceber o carácter arcaico de certa "comunicação"!

    Posted by: JMCS at 19:57 | link | comments

    10/12/05

    Vida Privada / Vida Pública

    QUANDO A FRANCE PRESSE COMENTA O NOVO CASO SARKOZY

    " Sarkozy: une nouvelle fissure dans le mur de la vie privée des politiques

    2005-10-11 19:04:55
    PARIS (AFP)

    Les allégations de la presse sur la vie sentimentale de Nicolas Sarkozy, ministre de l'Intérieur, marquent un nouveau pas franchi par les médias pour briser le tabou de la vie privée des hommes politiques en France.

    "Jusqu'à présent, on était dans le non-dit, surtout lorsqu'il s'agissait de liaisons. On se souvient comment le phénomène Mazarine, fille cachée de François Mitterrand a été long à sortir, en partie négocié à l'époque", résume le sociologue Jean-Marie Charon, interrogé par l'AFP.

    Luciano Bosio, analyste de la presse, interrogé récemment sur la "peoplisation" de la presse "sérieuse" évoque "un tabou assez français", au contraire des anglo-saxons.

    "La mondialisation fait tomber tabous et résistances. En France, cela arrive plus tard, la dignité des institutions était préservée. Manifestement, elle est en train de se craqueler", estime M. Bosio, directeur de la stratégie du groupe Figaro-Express-Expansion.

    Après les avatars de son couple commentés par la presse, et qu'il avait évoqués lors d'un journal télévisé, Nicolas Sarkozy alimente à nouveau, non pas les magazines people mais cette fois les colonnes de certains quotidiens, sur le nouveau couple qu'il formerait avec une journaliste du Figaro.

    Alors que les rédactions bruissaient de rumeurs sur cette liaison, Le Parisien, quotidien francilien du groupe Amaury (346.686 exemplaires OJD 2004/2005), a franchi le pas le premier samedi.

    Bandeau en Une "Sarkozy tourne la page Cécilia" et en pages politiques, un encadré. Aucun nom de la journaliste, aucune photo.

    Le quotidien France Soir (58.553 exemplaires), est allé encore plus loin mardi, en citant le nom de la journaliste qui serait concernée, dans une page intitulée "Le secret de Polichinelle de Sarkozy".

    L'hebdomadaire Marianne samedi, dans un article sur le patron de l'UMP, avait signalé que des paparazzi avaient démarché en vain Paris Match pour une photo de Sarkozy avec "une de nos consoeurs".

    Mais pour Maurice Szafran, directeur délégué de Marianne, "il n'y a aucune raison qu'on parle de cette histoire. C'est leur vie privée. Ce n'est pas parce qu'au cours des dernières années, on peut considérer que Sarkozy a eu tort de médiatiser sa vie privée que ad vitam aeternam, nous sommes obligés de raconter tous les détails (..). Ce n'est pas parce qu'eux auraient commis une erreur, qu'il faudrait forcément que la presse commette la même".

    "Je suis très attaché à la séparation que faisait la presse entre la vie privée et la vie publique", poursuit-il.

    M. Szafran remarque que, sur le couple Sarkozy, "le débat a été vif dans la rédaction, car certains considéraient que leur vie privée était devenue un élément de leur vie publique".

    Jean-Marie Charon juge difficile de "séparer la manière dont cette affaire sort de celle dont les relations entre Nicolas Sarkozy et Cécilia ont été elles-mêmes médiatisées". Pour les journalistes, "il y a droit de suite".

    "Après avoir vu reportages sur papier glacé, émissions spéciales, on ne pouvait pas imaginer qu'une telle communication autour du couple ne donne pas lieu à certaines suites quand ce couple ne fonctionne pas bien", estime le sociologue.

    Au Figaro, on précise que la journaliste impliquée a demandé de son propre chef à quitter le service politique: "elle a été très correcte et on a répondu immédiatement à sa demande, de façon à ce que sa vie privée n'interfère pas dans sa vie professionnelle et qu'il n'y ait pas conflit d'intérêt".

     

    A FRANCE PRESSE SOBRE UMA NOTÍCIA DE JORNAL...

    Une journaliste du Figaro partage la vie de Nicolas Sarkozy

    2005-10-11 08:02:48
    PARIS (AFP)

    Nicolas Sarkozy a "tourné la page Cécilia" et a "une nouvelle compagne", Anne Fulda, journaliste au Figaro, affirme mardi le quotidien France-Soir.

    France-Soir se réfère à des propos tenus par le ministre de l'Intérieur dans l'avion qui le menait en Libye, mercredi dernier, et qu'il rapporte: "je ne vais quand même pas aller sur un plateau d'un 20 heures pour annoncer à la France entière qu'une nouvelle femme est entrée dans ma vie!"

    Selon ce quotidien, M. Sarkozy avait alors confié à quelques journalistes "ses inquiétudes sur la prochaine parution de photos le montrant en compagnie de la nouvelle élue de son coeur, une journaliste du service politique du Figaro, Anne Fulda".

    France-Soir précise que c'est le quotidien "Le Parisien (qui samedi) a brisé l'omerta en révélant qu'il +partage désormais sa vie avec une journaliste+", mais lui va plus loin et révèle le nom du journal et celui de la journaliste en question.

    "A vrai dire, l'information circulait depuis plusieurs semaines, déjà, dans le petit milieu médiatico-politique parisien. Un de ces secrets de polichinelle qu'affectionne tant la classe politique", se justifie le quotidien avant d'assurer qu' "il ne tient qu'à Nicolas Sarkozy que cesse la comédie de dupes qui entoure sa vie privée".

    Le couple Sarkozy "connaît des difficultés", avait affirmé le 30 juin le Parisien qui citait à ce propos Me Georges Kiejman, l'avocat qu'aurait à l'époque rencontré en secret - toujours selon le quotidien - Cécilia, l'épouse du ministre de l'Intérieur.

    © AFP.

    Posted by: JMCS at 04:11 | link | comments

    10/08/05

    A MODA EXPRIME-SE

    Deux modèles de la créatrice française Sonia Rykiel défilent pour la collection printemps/été et font passer le message de leur créatrice.

    PARIS (AFP), 2005-10-08 14:31:11

    Posted by: JMCS at 20:56 | link | comments

    ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS...!

    Posted by: JMCS at 20:50 | link | comments

    Um luxo de indústria mostrou-se esta semana em Paris

    LAGERFELD, LACROIX E OUTROS REVELARAM

    A MODA PARA A PRÓXIMA PRIMAVERA/VERÃO...

    Signé Karl Lagerfeld pour le prêt-à-porter Printemps-Eté de Chanel
    PARIS (AFP), 2005-10-07 14:59:11

    Robe nouée créée par l'Italien Giambattista Valli

    PARIS (AFP), 2005-10-07 15:51:35

     Lacroix enfin... Une mode Printemps-Eté tout en couleur signée Christian Lacroix

    PARIS (AFP), 2005-10-07 20:28:45

     

    Posted by: JMCS at 05:27 | link | comments

    SABER E ARTE DE KARL ROVE

    No "Ecosfera", Gonçalo Pereira comenta obra sobre a estratégia Rove na Casa Branca:

    Mestria Presidencial

     
    "All the President’s Spin" é um livro notável, publicado no final do ano passado por um trio de blogueiros que se dedica exclusivamente a analisar o discurso presidencial de George W. Bush e a sua relação directa com a realidade factual. Não é, asseguram os autores, um manifesto de contestação ao programa de governo de Bush. Disso, se encarregam outros livros. Ben Fritz, Bryan Keefer e Brendan Nyhan colocam o enfoque no campo jornalístico do discurso: que correspondência têm as declarações públicas deste (e de outros) presidente com a realidade factual? Que tipo de estratégias de Relações Públicas são usadas por esta administração para fazer passar a mensagem? Que tipo de pudor, ou falta dele, norteiam o discurso público, quando a missão primordial se tornou a persuasão de massas?
    Um exemplo clássico: "Em Agosto de 2001, o presidente Bush anunciou uma nova regulamentação para a utilização de células estaminais em projectos de pesquisa biomédica financiados pelas entidades federais. ‘Existem já mais de sessenta linhas de células estaminais geneticamente diversificadas’, anunciou ele, num discurso transmitido pela televisão. Concluiu por isso que ‘devemos atribuir fundos federais apenas para utilização em pesquisa nestas linhas de células estaminais já existentes’"
    Desejosos de obter acesso a estas linhas ‘já existentes’, os investigadores rapidamente perceberam o logro, quando Tommy Thompson, secretário de Estado para a Saúde e Serviços Humanos, admitiu que apenas 24 ou 25 linhas estavam na verdade ‘totalmente desenvolvidas’." (tradução da minha autoria)
    Concluem os autores: "Embora 60 linhas, de facto, existissem, era imprevisível se muitas delas ficariam disponíveis para os investigadores (…) Estas declarações públicas são verdadeiras, mas as palavras de Bush são cuidadosamente seleccionadas para deixar uma falsa impressão. O presidente consegue esgueirar-se evitando a acusação de ter mentido, ao mesmo tempo que mantém, inalterado, o seu programa. Uma das principais razões [para esta estratégia funcionar] é o facto de as declarações assentarem numa verdade parcial sobre um tema extremamente complexo. (…) E estes logros abrangem quase todas as principais medidas do executivo." (tradução da minha autoria).
    A difusão de falsas premissas - tecnicamente correctas, mas não totalmente verdadeiras - é apenas uma das estratégias identificadas em "All the President's Spin". A administração Bush tornou-se também hábil na designação de nomes sonantes para planos pouco ousados. Quem ousa abertamente contestar um plano ambiental apelidado de "Florestas Saudáveis" ou um pacote legislativo sobre poluição atmosférica apelidado de "Céus Mais Limpos"? O rótulo das regulamentações propostas condiciona a cobertura mediática, defendem os autores.
    Bush tornou-se igualmente mestre na arte de designação de premissas não verificáveis. Quando ligou o Sudão a processos de enriquecimento de urânio ou acusou Saddam de ter papel activo nos atentados de 11 de Setembro, o presidente sabia antecipadamente que estas premissas não eram facilmente negáveis. Poucos no mundo poderiam refutar abertamente a acusação. E, entretanto, o jornalista amplificou mais uma história presidencial.
    Fritz, Keefer e Nyhan juntam ainda a terrível hostilidade da administração Bush face aos jornalistas como um elemento adicional da estratégia de condicionamento da cobertura noticiosa. Os ataques directos a jornalistas autores de histórias desfavoráveis prejudicam o jornal perante a audiência e dificultam a tarefa do repórter em ocasiões futuras. Os autores do livro argumentam que assim se dificulta a acção contrária de jornalistas mais intervenientes.
    Desenganem-se, porém, os detractores da administração Bush. O livro procura historiar o namoro crescente entre os presidentes norte-americanos e a arte das relações públicas. O século XX marca o início da era da campanha permanente, escreveu Sydney Blumenthal. Este livro procura demonstrar a veracidade da premissa.
    Woodrow Wilson, em 1917, criou um Comité de Informação Pública, destinado a assegurar apoios para a campanha americana na Primeira Grande Guerra. A utilização de fotografia e cinema deram início à era dos media visuais aplicados à persuasão política. Com sucesso.
    Em 1920, Warren Harding recorreu a um publicitário para ganhar a eleição. Habituado a vender carne fumada e outros produtos de supermercado, o publicitário pouco teve de mudar na sua abordagem profissional de um político. Deu-lhe visibilidade, fornecendo a informação de que os media necessitavam em formatos consumíveis. Harding foi assim o primeiro político a dar o lançamento de saída de jogos de basebol, participou em conferências de imprensa com trajes desportivos, iniciou a era das frases curtas e simbólicas, em que a declaração é apenas mais um elemento, num cenário de luzes e cores.
    De Franklin D. Roosevelt herdou o mundo os primeiros gabinetes de relações públicas inseridos em vários ministérios-chave e destinados a ampliar os sucessos quotidianos e a esconder os falhanços embaraçosos. O uso da rádio fez também furor nos três mandatos de Roosevelt, que a utilizou sagazmente.
    A televisão foi aproveitada ao máximo por John F. Kennedy, na década de 1960. À vontade perante a câmara, Kennedy tornou-se mestre na arte de domesticação dos media para anúncios de política em directo. Datam desta presidência as primeiras conferências de imprensa transmitidas em directo.
    De Nixon, apesar da saída tempestuosa de cena, a América conheceu um espantoso Gabinete de Comunicações, que coordenava sondagens regulares de opinião – elas sim, a verdadeira bússola da administração Pouco hábil perante as câmaras, Nixon abdicou das entrevistas em directo e privilegiou os esforços de controlo dos jornalistas que normalmente cobrem a actualidade noticiosa da Casa Branca. Percebeu correctamente que, controlando o Press Corps, controlaria grande parte do fluxo noticioso sobre si.
    Reagan apreciou os mandatos de Nixon e melhorou o estilo. Foi o primeiro a explorar as estratégias modernas de Relações Públicas, incluindo aparições mediáticas em fundos dramáticos (quem não se lembra do espantoso fundo azul, com estrelas brancas, em que Reagan deu a notícia da nova corrida espacial em que a América se lançara?) e a utilização de linguagem testada previamente em grupos de controlo.
    Uma história serve de metáfora para os dois mandatos de Reagan, dizem os autores do livro :
    A correspondente da CBS difundiu uma notícia sobre as discrepâncias entre as declarações públicas do presidente e as políticas efectivamente desenvolvidas. Ao fazê-lo, esperava críticas veementes da administração. Qual não foi o espanto quando escutou, de um dos conselheiros do presidente, um "agradecimento"? "Quando mostras quatro minutos e meio de grandes imagens de Reagan, nas suas declarações públicas por nós ensaiadas, em fundos dramáticos e cativantes, ninguém escuta o que tu estás a dizer em fundo. Só fixam o presidente"
    Clinton modernizou a abordagem mediática e aplicou o conceito de grupos de discussão interna, destinados a colocar o presidente sob fogo mediático em sessões de ensaio de perguntas incómodas. Tal como Bush, também jogou com as palavras: quem não se lembra da ilusão de Clinton: "Não tive relações sexuais com essa mulher". Uma meia verdade no meio da mentira.
    A eficaz estratégia de Bush é pois legítima herdeira de décadas de relação tensa entre o poder político, os meios de comunicação e a audiência. Um jogo do gato e do rato, no qual o rato tenta continuamente iludir o predador, alimentando-o com meias verdades – nada absolutamente falso, mas também nada totalmente verdadeiro - e com técnicas arrojadas de venda.
    Diz Chris Matthews, da PBS, a propósito dos meses que se seguiram à guerra do Iraque: "Nunca nos ocorreu o que iria acontecer depois do fim das hostilidades abertas. Fomos tão bombardeados com a "guerra de libertação", que nunca nos ocorreu indagar o que aconteceria depois. Pensámos sempre em libertação porque era essa a formatação do discurso presidencial. Hoje, pensamos claramente em ocupação e não apenas em libertação."
    Um livro a ler, asseguro.
     

    Posted by: JMCS at 05:08 | link | comments

    10/07/05

    Belmiro de Azevedo:

    BOA PERCEPÇÃO... BOA PROPOSTA DE GESTÃO!

    Segundo a Lusa de hoje:

    Belmiro de Azevedo diz que "Portugal Marca" deve rejeitar empresas-problema

     

     

    Lisboa, 07 Out (Lusa) - O presidente do grupo Sonae, Belmiro de Azevedo, afirmou hoje que a "Portugal Marca" deve rejeitar todas as empresas com problemas de viabilidade financeira e apoiar o sucesso empresarial.

    "É preciso que a +Portugal Marca+ apoie inequivocamente o sucesso das empresas, dos actos do Governo e das pessoas e não tenha nenhuma contemplação com as empresas cancerígenas terminais", disse Belmiro de Azevedo na sessão Empresas, realizada no âmbito da iniciativa "Portugal Marca - Reposicionar o País", em Lisboa.

    Segundo Belmiro de Azevedo, "é preciso inquietar [também] a sociedade portuguesa e tirá-la do comodismo em que se instalou".

    "Se a sociedade não funciona, as empresas também não funcionam e os governos não têm sucesso", realçou o empresário.

    O presidente do grupo Sonae referiu também que as empresas em Portugal deveriam ser qualificadas de "suficientes, boas e muito boas", e não de pequenas médias e grandes empresas.

    "É uma oportunidade que se abre com a iniciativa +Portugal Marca+", acrescentou.

    Adiantou que é preciso investir em clientes rentáveis, mercados com dimensão em que não há excesso de produção, mas onde existe uma grande receptividade por novos produtos e um novo tipo de competitividade.

    Belmiro de Azevedo alertou também para o facto de as empresas abusarem de preços elevados, situação que leva a uma "tributação dos clientes" e à perda de mercados.

    O empresário referiu ainda que as empresas devem reduzir os custos e criar valor para que Portugal possa concorrer em termos internacionais.

    Realçou também o facto de na competitividade mundial terem terminado os ciclos longos de +ócio+ nos produtos, ou seja, produtos que se mantêm inovadores e competitivos por um longo período de tempo no mercado.

    Belmiro de Azevedo disse ainda que o sucesso das empresas portuguesas já não passa apenas pela criação de novos produtos e que já não basta fabricar produtos idênticos para que sejam competitivas.

    "É preciso dar o salto e ultrapassar a concorrência, colocando no mercado produtos que nunca foram criados", adiantou.

     

    Posted by: JMCS at 22:27 | link | comments

    10/05/05

    E- marketing político

    O partido do governo francês, a UMP, lançou uma inédita campanha de comunicação para recrutamento de novos aderentes. Mas a coisa não está a ser pacífica e há quem proteste... Para a UMP esta contestação é óptima pois nunca eles pensaram ter uma tal visibilidade como a que a contestação de alguns lhes está a dar! Definitivamente, as decisões em "comunicação" deixaram de ser do domínio dos amadores...

    Le recrutement politique de l'UMP par l'e-mailing attaqué en justice
    L'UMP avait lancé une campagne de recrutement première en son genre : l'e-mailing politique. Certains internautes estiment ces envois en masse illégaux puisqu'ils n'ont jamais donné leur accord... >Suite

    Posted by: JMCS at 20:02 | link | comments

    10/03/05

    A RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS EMPRESAS

    INSTRUMENTO DE "PERCEPTIONS MANAGEMENT

    Na última "Infoguerre", descriptagem do que é e para que serve "a responsabilidade social das empresas", como instrumento ao serviço do "perceptions management"...

    La responsabilité sociale d'entreprise : un nouveau jeu d'influence
    01/10/05 - Actions d'influence, guerre économique, manipulation ou réelle responsabilité sociale ? C'est la question qui vient immédiatement à l'esprit en parcourant le site http://www.forumcitoyenpourlarse.org. En effet, devant des titres plus vendeurs les uns que les autres, Eric Loiselet, propriétaire du site, distribue bons et mauvais points. « Thaïlande : Décathlon doit jouer le jeu », « EDF en examen pour violation des principes directeurs de l'OCDE » et au top du hit parade « Valéo et les assassinats de ciudad Juarez : silence persistant ».
    Lire la suite | 

    Posted by: JMCS at 17:02 | link | comments

    A IMAGEM DE PORTUGAL NO BRASIL

    ler Aqui

    Posted by: JMCS at 04:53 | link | comments

    Sem comentários... por desnecessários!

    O MENSALÃO EM PORTUGAL,         VISTO PELO "GÂNDAVO"

    " Morder a mão que te alimenta

    Para que se perceba o que está em questão quando falamos de jornalismo em Portugal é bom recordar a performance da imprensa portuguesa na cobertura das primeiras denúncias de Roberto Jefferson envolvendo a PT.
    Os jornalistas do Diário Económico, Correio da Manhã, Expresso, Diário de Notícias e Portugal Diário limitaram-se, pura e simplesmente, a reproduzir as manchetes da imprensa brasileira e, num esforço supremo, ligar para a PT a perguntar se era verdade. Ficaram felicíssimos, todos eles, com o repúdio da administração da empresa. Apenas a redacção do Diário Económico, num arroubo de dinamismo, ligou também para Alfredo Prado, seu correspondente em Brasília, para poder titular, (parecendo querer despachar o assunto) que a "PT dá por encerrado escândalo". A desfaçatez e a falta de escrúpulos no Portugal Diário foram tais que o jornal chega mesmo a citar a opinião de um jornalista brasileiro sobre o assunto, como se as considerações que Luís Nassif ("...um dos principais analistas económicos brasileiros") tece sobre a ética nos negócios da PT (...é impossível supor que vá aceitar negócio com saco azul") a isentassem imediatamente de qualquer participação no esquema. Afinal, se temos jornalistas no Brasil que investigam os negócios da PT, para que vamos nós incomodarmo-nos com o assunto?
    Nenhum destes jornais voltou a pegar na história, nenhuma investigação foi feita em Lisboa, não se procurou ninguém que tivesse testemunhado encontros. Nada! Como se o facto da maior empresa privada de Portugal ser acusada de corromper partidos não fosse relevante. Como se isso não levantasse suspeitas sobre a actuação da mesma empresa em Portugal, onde tem a sua sede e os seus principais interesses. Como se o financiamento de campanhas políticas em Portugal fosse claro como água.
    Agora que as denúncias se repetem fica cada vez mais difícil assobiar para o ar, até porque, na era da internet, é facílimo aceder aos media brasileiros e o silêncio nacional será ensurdecedor.
    O Expresso, quando reproduziu notícias implicando o BES no esquema, ficou sem as receitas publicitárias do banco. Como se pode ler aqui, "o investimento publicitário em 2004 e em Portugal foi de €2,995 mil milhões de euros (Obercom, 2005: 347), superior ao do ano anterior (€2,648 mil milhões). A televisão seria o meio de comunicação com um valor mais elevado: €1,893 mil milhões (63%), seguindo-se a imprensa (€675 milhões, 23%)". A imprensa portuguesa prefere, portanto, vender a alma ao diabo a morder a mão que a alimenta.

    Posted by: JMCS at 04:39 | link | comments

    10/02/05

    No "Correio da Manhã" de hoje

    UMA LIÇÃO AOS "COMUNICADORES" DO GOVERNO POR FERREIRA FERNANDES

    "Mas o que fazer da bonita ideia de um Portal do Governo? Pô-lo a ser escrito por secretárias de Estado e ministros, que além de fazerem o que devem, governar, teriam de também o explicar? É uma solução. Na mão de maus informadores é que não pode estar a informação. Do Portal do Governo ou do que quer que seja."

    "  O antituguês



     

     

     

     

     

          

    Ferreira Fernandes

    A minha Pátria é a Língua Portuguesa, dizia o poeta. Também não é preciso exagerar. A Pátria está mal mas não tanto.

    O Portal do Governo é uma bela iniciativa. Quem manda por nós e para nós tem interesse em informar-nos sobre o que faz. É essa a função daquele Portal. É um lugar na internet – lugar oficial, dependendo dos serviços de Imprensa do Governo – onde os portugueses podem ir saber o que fazem os ministros e o que eles decidem. É útil, não é? Deixem-me dar uma resposta comedida: poderia ser útil.

    No dia 29 de Setembro, pelas 17h30, foi colocada no Portal do Governo uma informação sobre o que fazia “a Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino” na sessão evocativa do Dia Mundial do Mar. Não pesco sardinha miúda, senão lembraria que não é “Secretária de Estado dos Transportes”, é “secretária de Estado dos Transportes”. A letra pequena é um contributo da língua para a saúde dos Governos. As funções escrevem-se com maiúsculas – Secretaria de Estado da Justiça, Ministério da Agricultura – e os homens e mulheres que as cumprem, com minúsculas: secretária de Estado, ministro, primeiro-ministro... Ser assim é uma liçãozinha subliminar de humildade que, tal como o Portal do Governo, deveria ser útil.

    Mas não foi isso que aqui me trouxe, pesco mais fundo. Quem quis saber o que fez Ana Paula Vitorino nesse dia, soube que ela participou numa sessão evocativa e que iria mandar uma mensagem, via rádio, a todos os marítimos embarcados. E que diria essa mensagem? Diz o Portal: “(...) expressará o apoio do Governo à viabilização das condições necessárias para que sejam adequadas as suas capacidades às exigências do tempo actual”. Isto não é uma informação, é um molho de brócolos com letras.

    O Portal do Governo, como eu disse, deveria informar sobre o que faz o Governo. Informar, dizem os dicionários sobre o significado dessa palavra: dar conhecimento, avisar, advertir, pôr ao corrente, elucidar, esclarecer...

    Tudo o que sugere luz, clareza. Uma pessoa antes de ser informada é uma coisa, depois de ser informada é essa coisa mais um conhecimento.

    Assim, Constantino Simões, de Aveiro, embarcado em bacalhoeiro em campanha pelos frios da Terra Nova, teria recebido naquele Dia do Mar uma mensagem que lhe dizia “o apoio do Governo à viabilização das condições necessárias para que sejam adequadas as suas capacidades às exigências do tempo actual”.

    Espero que não estivesse agarrado ao leme nesse momento ou o choque com o iceberg teria sido inevitável.

    Não tendo havido notícia de desastres e naufrágios portugueses por esses mares fora é de acreditar que a mensagem que foi enviada e a notícia dela no Portal do Governo tenham sido feitas por pessoas distintas. Talvez a própria secretária de Estado tenha redigido por seu punho o que as traineiras receberam na costa da Mauritânia. Se foi dela a bonita ideia de mandar uma mensagem a todos os embarcadiços portugueses, certamente que ela também seria capaz de encontrar as palavras adequadas para lhes falar.

    Mas o que fazer da bonita ideia de um Portal do Governo? Pô-lo a ser escrito por secretárias de Estado e ministros, que além de fazerem o que devem, governar, teriam de também o explicar? É uma solução. Na mão de maus informadores é que não pode estar a informação. Do Portal do Governo ou do que quer que seja."

    O PS nunca soube, nestes últimos trinta anos, conviver, lidar e trabalhar com a comunicação... Talvez devido ao facto de praticar uma concepção instrumental da comunicação (herdada do pensameno pré-sociedade da comunicação de Mário Soares e facilmente aceite e até desenvolvido por quadros vindos da extrema-esquerda leninista e outros "cafés piolhos" trotsquistas educados na noção de propaganda e ignorantes da comunicação...), mas já é mais que tempo de fazer o seu "up-grade"! Ferreira Fernandes, homem de grande erudição que acompanha com grande atenção a evolução do mundo e um cronista notável, faz ao Governo o favor de explicar como esse desfasamento pode ser fatal e matar as melhores intenções políticas... Ou seja, têm que perceber que não se trata de "pôr notícias nos jornais" (concepção instrumental praticada tradicionalmente pelo PS) mas sim de entender que a "comunicação" está entre a "política" e o "eleitor", pelo que o "eleitor" sentirá, verá ou aperceberá a "política" como a "comunicação" lha fizer chegar! Percebido isto (e no PS só Coelho o terá percebido e integrado no seu pensamento), há que agir em consequência... Ou seja, dotar-se do dispositivo necessário ao "perceptions management" do target. É simples... os meios até podem ser contratados pois outra característica da época que vivemos é o "out-sourcing"!

    Dito isto, façam favor de não só não incomadarem o senhor jornalista Ferreira Fernandes como de lhe agradecerem a magnifica lição... gratuita!

    Posted by: JMCS at 18:18 | link | comments (1)

    10/01/05

    maximinos_web.jpg

    A IMAGEM DOS MAXIMINOS DO PODER LOCAL É: UMA CHOURIÇADA!

    (ver mais em "Autárquicas em Cartaz"... uma bela iniciativa cidadã)

    Posted by: JMCS at 05:38 | link | comments